Quais as 5 tendências inovadoras para a educação neste ano de 2019? A gente te fala!

Foi publicado recentemente um estudo da COSN (Consortium for School Networking), associação de gestores educacionais dos Estados Unidos, que apresentou as cinco tendências da educação para o ano de 2019. A pesquisa constatou um dado que muitos de nós já conhecemos: as transformações estão ocorrendo rapidamente.

Por isso, cada vez mais a formação continuada, ou seja, a constante atualização de professores e gestores educacionais, se faz necessária. Além disso, é preciso que existam canais que investiguem as novas modalidades de ensino, metodologias, ferramentas e correntes educacionais que se voltem a essa análise, trazendo dados e evidências de forma simples e prática para quem está ativo nas escolas.

A formação continuada, como vimos, encontra sua principal importância aí: como um professor que trabalha tantas horas por dia poderá manter-se atualizado enquanto realiza suas diversas atividades, dentro e fora da escola? Por meio de formações, reflexão sobre a própria prática, redes de apoio e mesmo ambientes virtuais de compartilhamento de ideias e novos métodos é que o professor e o gestor poderão sanar dúvidas e perceber quais são suas necessidades frente às inovações disponíveis.

Mas quais são as 5 tendências para a educação em 2019? De acordo com os 100 especialistas em tecnologia educacional consultados para a pesquisa, essas tendências são:

1. Estudantes ocupando o papel de criadores: parte do pressuposto de que os alunos podem sim criar soluções e desenvolver ideias que sejam benéficas para sua comunidade, escola e mesmo sua cidade. O alinhamento teoria e prática tem sido cada vez mais solicitado na educação e essa tendência só mostra o quanto é importante aproximar os conteúdos da escola com o mundo real. Na prática, isso envolveria a criação de blogs e sites que hospedem suas fotografias criativas, mini documentários, pinturas, ou mesmo a criação de podcasts com dicas e conselhos a outros alunos que estejam em ano de vestibular, por exemplo. Além, claro, de protótipos, robôs e também de outros mais simples, como a confecção de lixeiras, bancos, plantio de hortaliças, enfim, que agreguem novas experiências aos aprendizados construídos em sala de aula.

2. Aproveitamento de dados para tomada de decisões: trata da escola que observa a experiência do aluno, está atenta ao engajamento das turmas, junto ao professor. Com esses dados, é possível perceber as principais habilidades das turmas e, consequentemente, do grupo de alunos de toda a escola, mas também suas dificuldades, influenciando na decisão sobre o currículo e investimentos futuros, por exemplo. Na prática isso poderia envolver a contestação dos alunos de que as aulas estão muito expositivas. Nesse sentido, a escola poderia investir mais em formação continuada e atualização dos professores. Ainda, poderia ser a constatação de que muitos alunos têm envolvimento com a música, e então a criação de um espaço onde cada um possa apresentar, em momentos oportunos, o seu talento.

3. Ensino personalizado: especialmente por meio de algumas metodologias inovadoras, essa tendência lança o olhar para o processo de aprendizagem do aluno e sua singularidade: suas dificuldades, potencialidades e interesses. O ensino personalizado, basicamente, confere atenção ao desenvolvimento do aluno de maneira individualizada, entendendo que uma aula não atinge e impacta todos os alunos de uma turma da mesma maneira. É levado em conta, então, os ritmos e as formas de aprender. Nesse propósito, o ensino híbrido é um grande aliado.

4. Design thinking: conceito que envolve a criatividade na busca de soluções variadas, sempre envolvendo pessoas. O design thinking envolve alguns passos que podem ser assim definidos: 1. Empatia: conhecer o problema, vivenciar tal realidade, fazer parte daquele meio para entendê-lo; 2. Definição: registrar tais problemas, identificá-los; 3. Ideação: gerar as ideias e possíveis soluções, envolvendo brainstorming e criatividade; 4. Prototipação: é hora de colocar as ideias em prática e criar as soluções por meio de protótipos, encenações, maquetes, etc.; 5. Teste: testar se a solução é plausível na prática, se é realmente útil na solução de tal problema ou se precisa passar por melhorias para sua versão final. O design thinking pode ser utilizado na sala de aula com a busca por melhorias na própria escola, por exemplo, na tentativa de resolver problemas como a acessibilidade, o lixo, a falta de um espaço ideal para leitura, ou uma biblioteca mais atrativa. Mas também pode explorar problemas que sejam vividos em outras esferas, como o bairro, a cidade, a escola enquanto espaço.

5. Desenvolvimento de liderança: em se tratando especificamente dos líderes escolares e suas ações, a tendência é que se desenvolva a liderança em seus mais diversos aspectos, sempre voltados para o fortalecimento da comunidade educacional de suas escolas. O foco é o incentivo por meio de oportunidades para que esses líderes e professores aprendam e dominem novas habilidades, abrindo espaço e possibilidades para que novas abordagens sejam experimentadas, promovendo o engajamento dos alunos e uma melhoria em todo o sistema.


Compreender os processos que estão transformando nosso cotidiano social e educacional fazem parte de um processo muito maior que envolve informação, conhecimento, experiência. Aqui na Kanttum nós temos soluções que vêm sendo utilizadas por várias escolas brasileiras. Fale com a gente e saiba mais sobre o assunto.

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