Quando recebi o email de reconhecimento pelo empenho no ano letivo
de 2019, fiquei feliz, pois o Colégio Erasto Gaertner valoriza e proporciona
formação aos seus profissionais e se destaca na busca por uma educação de
excelência.
Nessas formações surgiram alguns debates sobre as práticas, e
habilidades exigidas do professor em sala de aula na atualidade, me
identifiquei com algumas ideias e me senti encorajada em ser um professor
transformador.
Acredito na importância do diálogo sobre as práticas e tendências
educacionais, e na formação continuada. Para responder à pergunta, que
parece simples, mas não é, fiquei refletindo no trajeto ao longo do ano.
“Como você busca se destacar na sua profissão”?
Acredito na educação transformadora, na importância da
autoavaliação do professor sobre sua prática em sala de aula. E Com a
chegada da Kanttum, de primeiro momento, o sentimento de medo, de algo
novo, foi inevitável, com o passar do tempo, essa ferramenta tornou-se um
aliado para o professor.
Refletir sobre a prática, utilizando o recurso da Kanttum, possibilitou
um olhar sobre diversos pontos importantes para o ensino de qualidade. Se
ver em sala de aula, vem de encontro com um momento que a instituição vem
vivendo, e dialogando sobre metodologias, a implementação da BNCC, e o
debate sobre o currículo e a proposta pedagógica da escola. O conhecimento
teórico é muito importante, porém o professor precisa aliar esse
conhecimento a sua prática.
As trocas entre mentor e mentorado, possibilita uma aproximação
entre os profissionais, fortalece o diálogo, e a percepção de que as
dificuldades não são somente de um ou de outro profissional, com isso
aumenta também as opções para superar esses desafios em sala de aula, em
um trabalho de equipe.
O professor precisa ser um pesquisador, a qualidade da sua aula, vem
aliada ao desejo de transformar seus alunos em exploradores, proporcionar
um momento de descobertas, tanto para o professor, quanto para o seu
aluno. O aluno protagonista do seu conhecimento, coloca o professor em uma
posição de mediador. Eu acredito que ao vivenciar com minha turma, os
projetos, em muitos momentos eu me sentia, fazendo novas descobertas,
junto com eles.

No momento que a criança interage, debate, levanta hipóteses sobre
o assunto, ela está desconstruindo e construindo novos conceitos, acerca de
determinado assunto. Ela busca referências no repertório que ela já possui,
mas levanta hipóteses e sugestões a cerca do que pode vir a ser.
Neste diálogo, eu observo, como a criança interage, se relaciona e
constrói seu pensamento. Avaliar se a atividade proposta vai levar a criança
a esse pensamento crítico e reflexivo acerca de tantos temas. Esta
resposta ela vem da própria criança, quando você passa a ouvir a criança, a
troca começa a ter mais significado. A busca por ser um profissional que
atenda essa demanda, vem de encontro a as expectativas da criança com a
relação à escola.
A visão de que essa criança não é apenas um ser passivo, receptor de
conteúdo, mas sim o protagonista deste ensino multidisciplinar, que faça
com que o professor, busque um aprimoramento da sua formação, amplie o
seu olhar sobre a criança com suas diversas linguagens, e potencialidades. E
valorize a qualidade do espaço e dos materiais disponibilizados para que
essa aprendizagem ocorra significativamente.
O professor precisa se reinventar, estar atento as discussões e
avanços da educação. Compreender sua importância no desenvolvimento da
criança. Estar aberto ao diálogo e as novas tendências.
Estimular as crianças a fazerem experiências, procurar respostas
para suas necessidades e inquietações. Oferecer uma educação que seja
adequada às necessidades das práticas cotidianas, desenvolvendo a
capacidade de agir e interagir, além de contribuir com um pensamento
crítico, questionamento e curiosidade. Essa é minha busca profissional.

Agradeço todo apoio e confiança.
Professora Vanessa Bellaver 

Colégio Erasto

Kanttum
Autor

Inscreva-se e participe da maior comunidade
sobre Formação de Professores do Brasil

Escreve um comentário